quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cansei ...

A  tempestade demora tanto assim pra passar? Acho que já enjoei de esperar o céu claro, com um lindo Sol para fazer os dias mais bonitos e alegres. Estou quase me conformando com as nuvens, os trovões, os relâmpagos.

De que adianta o otimismo e a vontade de querer que ela vá embora se isso não cabe só a mim? Já não sei mais qual medida adotar, quais palavras pronunciar. Não sei se fiz o suficiente, ou será que não fiz nada? Os fortes pingos, que antes machucavam, .agora já não são nem quase sentidos. Não queria me acostumar a isso, mas infelizmente já cansei!

Estou cansada de derramar lágrimas que se confundem com a chuva, e de tudo parecer ser feito em vão. Lembro do calor dos raios de sol, e meu único pedido  é que eles não demorem a voltar.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ausência

Ausência não sei do que,
Saudades não sei de quem.
Te espero vazia
Num abraço que completa
Faz sumir as dúvidas, tristezas.
Em silêncio procuro,
Em sonhos te acho.
Não te vejo
Mas sinto que estás sempre comigo.
Apesar de ser pouco, isso me conforta,
E acima de tudo
Pra mim é o bastante.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quando o silêncio fala

Aprendi a ser a minha melhor amiga, a solidão não mais me assusta. Quando passei a apreciar o puro silêncio, aquele interior soube da incrível capacidade de estar bem comigo mesma, não importando a situação.

Alguns podem nomear isso de paz interior, ou o que seja... Porém prefiro chamar de aceitação, até mesmo satisfação pessoal. Como é bom estar sozinha, mas ao mesmo tempo rodeada de mim mesma! Isso me conforta, já que sou a cada minuto, testada e colocada à prova nas mais diversas situações, exigir controle e perfeição em todas elas é muita pretensão. Mas ao aceitar e entender (ou pelo menos tentar entender) minhas dúvidas, meus medos e aflições, tudo se tornou incrivelmente mais fácil.

Sei que o tempo ruim vai passar, pois tudo são fases... E por mais turbulento que esteja o mar a minha volta, meu navio é sólido o suficiente para não afundar. Alguns arranhões exteriores são inevitáveis, porém o interior continuará firme e seco. Sei também que, terei um porto seguro para me ancorar, ele pode ser pequeno, mas para mim será sempre suficiente.