terça-feira, 28 de maio de 2013

Just another (different) day

O sono acumulado de dias sem o devido o descanso começou a incomodar. O stress da semana cheia de obrigações, deveres e conflitos pesam e refletem-se a cada momento, a cada conversa interminada, não pela falta de assunto, mas sim de disposição.

Por um momento quis ver-se livre de tudo que a rodeava; pessoas, coisas, barulhos, indagações. Pudera ela se transportar para uma realidade paralela, onde tudo fora exatamente moldado e criado para agradá-la  e acima de tudo ,tranquilizá-la. Lá o silêncio das palavras e dos sons se fazem presente e, por mais estranho que pareça, geram uma melodia envolvente que tem o poder de acalmar e fazer flutuar. As cores suaves dispostas em combinações agradáveis aos olhos descansam a vista embaralhada.

Porém as horas passavam rápido demais e ela sentiu-se obrigada a atender aos compromissos e encarar a realidade. Dessa vez decidiu-o fazer com mais clama e atenção, para não desapontar aqueles que, sem dúvida, não mereciam a frieza e rispidez de suas palavras.

Mas ao mesmo tempo pensava no porquê de sempre ela, e só ela, ter de entender e aceitar as aflições dos outros. E os seus maus momentos, quem os entendia? Alguém se colocava em seu lugar? Pediam-na apoio, queriam que ela ficasse sempre bem, queriam compreensão, atenção. Só que por mais forte que seja a fortaleza há sempre algo mais forte que pode derrubar as paredes sólidas.

Ela contudo acreditava em um conforto. Torcia e desejava que viesse de alguém próximo, mas se não ela mesma bastaria, como já estava acostumada.