quarta-feira, 21 de maio de 2014

Things we do just to stay alive

As vezes o vazio é tão grande que tem o poder de estufar.
Você  está se afogando, espera uma mão amiga, alguma que chegue sem precisar pedir.
As risadas na sala incomodam, são risadas, mas você não quer fazer parte delas. O apartamento grande te esmaga com as paredes brancas, a luz doem os olhos.
Alguém pergunta se você se sente bem? Alguém realmente se importa com a resposta? Cada expectativa é quase sempre uma frustração, você sabe que não pode esperar, só que mesmo assim... Espera.
Até mesmo por que para quantas pessoas você já se abriu? Quem te conhece de verdade? Percebe que não são muitas, aliás... Não é ninguém.
As armaduras no peito são mais sólidas do que o esperado, por mais que você queira que elas saiam dali, as tentativas até agora foram em vão. Você vive em uma ilusão, uma grande ilusão!
Rostos te vem a memória, mas eles logo passam, sempre passam, ninguém nunca fica. Você não permitiu que ficassem, por medo... Medo dos julgamentos, dos passos errados, das perguntas que você não sabe responder.
Você quer afundar, no escuro, sozinha. Por incrível que pareça isso te faz bem. Então afunde, chegue até ficar escuro, se destroce por dentro se te faz bem.
Afinal só cabe a você retornar a superfície, e a mais ninguém, a reconstrução só cabe a você, o caminho é seu. Ser estranha na sua própria casa, no seu próprio corpo, no seu próprio eu.
Depois disso se encontre. Ninguém perceberá, sozinho estamos e assim nos encontramos.
Perceba, enfim, que a luz é melhor que a escuridão.. dia após dia.