terça-feira, 28 de maio de 2013

Just another (different) day

O sono acumulado de dias sem o devido o descanso começou a incomodar. O stress da semana cheia de obrigações, deveres e conflitos pesam e refletem-se a cada momento, a cada conversa interminada, não pela falta de assunto, mas sim de disposição.

Por um momento quis ver-se livre de tudo que a rodeava; pessoas, coisas, barulhos, indagações. Pudera ela se transportar para uma realidade paralela, onde tudo fora exatamente moldado e criado para agradá-la  e acima de tudo ,tranquilizá-la. Lá o silêncio das palavras e dos sons se fazem presente e, por mais estranho que pareça, geram uma melodia envolvente que tem o poder de acalmar e fazer flutuar. As cores suaves dispostas em combinações agradáveis aos olhos descansam a vista embaralhada.

Porém as horas passavam rápido demais e ela sentiu-se obrigada a atender aos compromissos e encarar a realidade. Dessa vez decidiu-o fazer com mais clama e atenção, para não desapontar aqueles que, sem dúvida, não mereciam a frieza e rispidez de suas palavras.

Mas ao mesmo tempo pensava no porquê de sempre ela, e só ela, ter de entender e aceitar as aflições dos outros. E os seus maus momentos, quem os entendia? Alguém se colocava em seu lugar? Pediam-na apoio, queriam que ela ficasse sempre bem, queriam compreensão, atenção. Só que por mais forte que seja a fortaleza há sempre algo mais forte que pode derrubar as paredes sólidas.

Ela contudo acreditava em um conforto. Torcia e desejava que viesse de alguém próximo, mas se não ela mesma bastaria, como já estava acostumada.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entre Aspas


 "Vai, menina, escreve. Encontra as palavras certas nesse precipício de emoções. Não pule agora. Segure firme. As lembranças são a ponte que vão te levar para o outro lado.
Estenda a cama. Depois tire as fotos antigas do mural e jogue o lixo fora. Ligue o chuveiro, deixe a água escorrer pelo teu corpo. Lentamente. O vapor deve estar embaçando o vidro. Escreva alguma coisa com os dedos. Saia. Agora seque o cabelo, abra a janela emperrada do quarto e cozinhe alguma coisa que faça seu estômago revirar. Sem queimar o dedo de novo. Mastigue devagar enquanto finge prestar atenção naquele filme sem título. Mude de canal quantas vezes desejar. Dê um tempo do mundo real. Escute o silêncio te contar alguns segredos. Surpresa: no fundo, você sempre soube que isso iria acontecer.
No fim, não importa onde seu corpo vive. Seus pensamentos é que sempre serão sua casa.
Escolha uma roupa bem bonita. Passe aquele batom vermelho. O celular não tocou, mas você pode usá-lo para falar com mais alguém. O dia ainda não acabou. Encontre as chaves. Você não está sozinha. Consegue ver aquele carro preto estacionando ali na frente? É de alguém que realmente se importa. Não com o que vão pensar. Dessa vez, com você. Alguém que ainda não tem um passado em comum, mas que oferece um futuro inteirinho todo em branco.
Ele não vai dizer as mesmas coisas. Também não vai ter o aquele cheiro de roupa limpa. O cara do carro que acabou de estacionar tem cheiro doce. É mais velho, viu mais do mundo e talvez isso pareça um grande problema. Você tem medo, eu sei, mas não é. Ele vai te segurar mais firme pela cintura, ler seus textos quando você não estiver por perto para não te envergonhar e no fim da noite, vai te levar até a porta do apartamento novo depois do cinema.
Às vezes, ele vai te mandar flores só para lembrar o quão forte você tem sido nos últimos meses. Não tenha medo de contar, minha querida. Porque é justamente ele que vai te provar que o amor da sua vida nem sempre é aquele cara que chega e transforma tudo de uma hora para outra. O amor da sua vida é aquele cara que chega e simplesmente fica. Ele."
Bruna Vieira - Depois dos Quinze

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ainda lembro...


"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"

              Sophia de Mello Breyner Andresen

Fico triste em lembrar que você passou assim tão rapidamente. Como um vendaval bagunçou meus cabelos, me fez voar bem alto e depois foi embora sem ao menos deixar rastros, nem pistas.


Seu perfume ainda está naquela blusa que eu usei da ultima vez que nos vimos, nossa conversa ainda está se repetindo em meus ouvidos, seu rosto ainda está em minha memória.

Pode ser que algum dia nos encontremos, iremos dizer um tímido "oi, tudo bem", que nem mesmo será uma pergunta, pois não haverá tempo para resposta. Continuaremos nossos passos apresados, sem olharmos para trás. Restará em mim apenas a vontade de reviver tudo aquilo, e a de querer viver muito mais. Afinal aquela frase é mesmo verdade: "você nunca sabe quando alguém vai se apaixonar pelo seu sorriso". Eu me apaixonei. 


Mas para mim a história do impossível insiste em se repetir. Isso também vai passar, só que por enquanto está mais presente do que nunca, ainda arde, e por isso.. Machuca!

sábado, 6 de abril de 2013

To the infinity and beyond

Talvez você não saiba, mas te quero tão bem!
Melhor do que qualquer pessoa possa estar ou já esteve
Quero te ver feliz e com um largo sorriso no rosto
Quero que tenha vontade e ânimo pra vida
Quero que nunca perca a fé em nada e em ninguém
Quero que, sobretudo, não perca a fé em si mesma!
Obstáculos irão surgir, pedras no caminho irão te machucar
Mas quero que você as atreavesse com a força de um guerreiro e a calma de um monge
Quero que sua caminhada seja sempre iluminada
Quero que o amor te invada , ocupe todo seu ser e permeie por todos os cantos
Quero que acima de tudo se sinta capaz disso, pois tenha certeza que você é!
Quero que veja em mim sempre um porto seguro
Com uma palavra amiga, um ombro para chorar, um espaço para compartilhar alegrias e tristezas.
Quero estar sempre presente, e tenha certeza que estarei
Longe ou perto
Agora ou no futuro
Só quero te ver bem, quero que saiba que meu amor é infinito
Se pudesse escolher alguém comigo a vida inteira
Esse alguém seria você, um milhão de vezes
Eu te amo
Mas isso talvez você já saiba!

sábado, 27 de outubro de 2012

Acreditei...

Confesso que fui apenas por tédio, sem nenhuma pretensão e nada a perder.
Mas de repente ali estava você. Não era mais apenas eu, agora éramos nós.
E eu acreditei... Acreditei nas suas palavras, nos seu beijos, naquela música voz e violão, nos entardeceres, nos passeios, nas bobagens ditas ao pé do ouvido.
Acreditei quando você falou que a distância não faria as coisas mudarem. E eu vivi  tudo aquilo como se  tivesse sido verdade, e foi, ao menos para mim. 

Hoje eu acredito... Acredito apenas que estava completamente errada.

domingo, 21 de outubro de 2012

In the silence I found

Agora que toda luz cai
Vamos brincar com estrelas azuis
Desmanchando o passado que não foi
O sonho que não sonhamos
É hora de vivermos!
É por isso que eu gosto
De não poder mais nada contra o tempo que não existe
De saber unicamente essa aventura que é o reencontro
Por que há sempre um sentir de ausência em cada mão que acena
Partindo ou chegando
Eu me ausento do corpo, da mente, e dos sentidos
Amo o que nunca vejo
Só o que sinto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012