terça-feira, 3 de dezembro de 2013

No papel

Quem me dera compreender a mágica das palavras
um monte delas podem ser o que eu quiser
De onde elas vem, pra onde vão?
Me permitem ser triste, ser feliz
consertar o que errei
errar o que acertei
Escrever é um exercício, uma reflexão
Uma autoajuda, uma libertação.
É uma necessidade quando tudo aquilo transborda por dentro.
A válvula de escape perfeita.
Na mágica de agrupar todas as palavras em algo que faça sentido
Me perco nos caminhos que se mostram
e quando me encontro
por um instante
sou mais feliz.



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Going back to the start

                                                         "Running in circles, coming up tails
                                                               Heads on a silence apart" 

Queria dizer que estou calma, que levo a vida de um jeito doce. Mas não, dentro de mim tudo é dúvida, sinto falta das certezas que sempre tive. Sempre me pergunto por que diabos as palavras rolam soltas em momentos assim? Acho que porque é mais fácil observar a vida na reflexão dos momentos tristes, talvez seja mais fácil perceber  que não há nada de anormal em ser imperfeita, as vezes impulsiva e defeituosa. Perceber que o ímpeto de tentar consolar o coração partido com mais uma dose ou com aquele cara do fim da balada na verdade só faz a consciência pesar no outro dia. 
Mas como julgar esses tropeços que são inerentemente humanos, na loucura dessa vida jovem? Como me arrepender pelos fracassos que me rodeiam, sem antes perceber que essa é a construção do meu caminho? Talvez de uma maneira errada, as vezes, mas a única que me  foi possível.
Nessa estranha metamorfose não cabem julgamentos, eu observo, eu sinto, e estou louca pra ver onde irei parar. Sei que tudo são altos e baixos, o prazer da vida está na mudança. 
No fundo confesso que quero voltar, voltar para aquele começo que me fez tão bem. Sei também que aquilo que acredito estará sempre aqui comigo, guiando-me pelas escolhas.
O coração tranquilo é o que eu quero,  mas se as vezes o rumo mudar, sei que tenho um norte a seguir. Afinal... A vida acontece e nem sempre espera decisões bem planejadas.
Ninguém disse que seria fácil!


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gratidão

Quantas vezes reclamei, quantas vezes me frustei por não ter o que quero.
Inúmeras fui mal agradecida, porém basta uma simples reflexão para perceber que tudo está onde deve, que tudo caminha como planejado... Tudo está em seu devido lugar.
Aqueles que são próximos a mim estão aqui por que devem estar, os que estão distantes também.
Sinto saudades de certas pessoas e de certos momentos.
Mas tenho a certeza de que ninguém passou por mim por acaso, nem mesmo os que , de alguma forma, me fizeram triste.
Guardo cada memória com alegria, cada queda como aprendizado.
Sei que hoje não há palavra, nem sentimento mais sublime quanto a gratidão.
Pois assim como a Fênix renasce das cinzas, muitas vezes o caos é preciso, nos faz evoluir.
Por isso simplesmente agradeço... 
Obrigada, mil vezes obrigada!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Who knows

E daí me pego pensando nas mesmas dúvidas, nessa fase em que o caderninho se enche de coisas escritas.
Mais uma vez alguém passou e levou um pedacinho... De alguns que já se foram.
Avida gira e gira, mas as coisas acabam se repetindo mesmo que de uma maneira diferente. Ironia do destino. Destino?
Acho que não quero mais querer os nãos. Alguns eu ainda mantenho, mas estou aberta para o sim, para os machucados, para as alegrias e tudo mais que puder acontecer. 
Acho que agora eu quero me importar, ligar, ter importância.
Acho que quero você afinal. Quero de volta meu pedacinho, e que ele possa se multiplicar com os seus. Qual será a combinação?
Quero saber, mesmo sendo sem querer.

domingo, 30 de junho de 2013

Sintaxe a vontade

"Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos 
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua prece
que a regência da paz sirva a todos nós… cegos ou não
que enxerguemos o fato 
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque…
tem horas que a gente se pergunta…
por que é que não se junta 
tudo numa coisa só?
”

O Teatro Mágico

domingo, 23 de junho de 2013

Do lado esquerdo do peito

Estarão sempre aqui guardadas
As cartas que eu não escrevi, as palavras que não falei, o amor que não senti.
Estarão sempre aqui, na iminência de ser
Na beleza
Na alegria
Nos sorrrisos...
Que poderiam ter sido...Mas não foram.
Por circunstâncias da vida, estas as quais não entendo e sinceramente nem quero.
Só quero mesmo saber de compartilhar
As cartas, as alegrias, os sorrisos... de todas as formas, de formas inteiras, de um modo que nem sei mesmo qual.
Sei que quero descobrir
Através de conversas no ônibus, de sorrisos a estranhos, de loucuras em uma saideira, de palavras soltas ao vento, de um por do sol no fim da tarde.
Porque sentimentos que não foram, não devem ficar guardados nas gavetas do coração, adoecendo na tristeza das dúvidas
Devem sem transformados em beleza, mostrados sem medo.
Por que enquanto vibra o coração, o amor ainda existe. E disso eu tenho certeza, de todo meu amor eu vivo.
Pelo que sinto por tantas pessoas, pelo que faço, por onde estou,  pela grande oportunidade de viver.
Isso é o que há de mais sublime!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Looking for

Não sei o que dizer, não sei o que escrever -
Queria escrever sobre as lágrimas que rolam soltas, mas qual motivo?
Seria TPM, saudades, medo... seria ele? Será ele? Não pode ser.. será?
Queria botar no papel o caldeirão de palavras que borbulham na mente
Queria escrever sobre o amor, sobre as pessoas, sobre mim mesma, e minha busca incessante para encontrar ninguém senão... a mim.
Sobre o pensamento que não para um segundo e busca um lugar para repousar, mas que quase sempre se frusta. Será que esses lugares de repouso estão esgotados?
Mas talvez eu me deixe parar, afinal qual o sentido dessa ânsia eterna por explicações, enquadramentos e definições?
Por quê as coisas não podem simplesmente ser, simplesmente estar... pela simples razão se ser e de estar?
Talvez no silêncio do ser, no silêncio do pensamento, as coisas façam sentido e a procura incessante possa diminuir, apenas diminuir, porque ela sempre se fará presente...
E então dentro de mim posso me encontrar
Porque há metafísica bastante em não pensar em nada.