quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Burning

Olha só meu bem,
Não é que eu não me importe. 
Mas veja... Sempre gostei daquilo que é novo, do imprevisto. Posso me acomodar de tempos em tempos, mas sentimentalmente o calmo, o previsível, o estar, tem me incomodado. Na verdade nunca me contentaram.
Não é que eu não me apaixone.
Me apaixono sempre, todos os dias, e todas as vezes é a primeira vez, e também a última. Por coisas e pessoas, pois há espaço suficiente para isso dentro dentro de mim. É infinito enquanto dura, como diz o poeta. A vida assim é sempre incendiária, tem movimento; pode haver alguns danos de vez em quando. Mas esses excessos me fazem sentir que estou bem...Viva!
Não é que eu não ame.
Mas o amor é a chama mansa da fogueira que há tempos foi acessa, agora domesticada, que esquenta sem faíscas, uma ou outra de vez em quando. Ele é clamo, preguiçoso, controlado. É gostoso, mas veja bem... Não quero isso, não quero o morno enquanto ainda sentir vontade de pegar fogo. Por que estar pela metade, estar querendo outra coisa, é não estar. Metades não me agradam, muito menos as minhas.
Por enquanto convido para os meus sonhos quem eu quiser. O meu ainda é tão bom para eu querer que seja nosso.
Por isso me deixe queimar, aprender com as cicatrizes, cair e levantar sozinha. As dúvidas, o inesperado, as aventuras por enquanto me agradam. As certezas e a calmaria eu deixo pra mais tarde!

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