quinta-feira, 17 de março de 2016

To you ♥

 Das cartinhas enviadas...

"Lembra  quando você ia para Mongaguá e eu pedia pra que você me escrevesse cartinhas? Guardo-as até hoje, e me lembro da felicidade que sentia quando elas chegavam. Espero que você se sinta assim ao receber essa carta. Espero que ela traga um momento de leveza em dias pesados.
Muitas vezes a rotina do dia a dia, os compromissos, os problemas nos impedem de ver a beleza que há na vida e de demostrar a quem amamos o quanto eles são importantes. Você é importante! Não só para mim, mas para muitos também.
Ultimamente as coisas não tem sido fáceis, mas saibamos aceita-lás como são... Somos como um copo meio cheio esperando sempre que alguém nos transborde de vida, de amor, de felicidade, mas  esquecemos que esse dever é nosso.  Ao outro, devemos deixá-los livres para serem como são e quem escolhem ser, acredito que isso é amar verdadeiramente! Portanto não espere tanto dos outros. Tenha em mente que você sempre faz o seu melhor, isso basta!
Sei que você sente saudade de tudo que vivemos, e de como as coisas eram antigamente, mas o tempo é como uma ampulheta quebrada, a areia que voa... E  por mais que a gente tente segurar, acaba escorrendo pelas mãos.  Mas há o eterno fluir de todas as coisas, a transição a qual todos somos impostos. Precisamos aceitar  e entender que há um plano maior, e ele nem sempre corresponde aos nossos desejos tão pequeninhos.
Basta trocar a lente... Ver que a beleza sempre existe, os sorrisos não se perderam. Por mais cinzento que esteja o dia o Sol sempre vai aparecer. Assim é a vida!
Desejo que você não desanime e que sempre veja luz e beleza  nos dias que elas pareçam não existir. Lembre-se que você é amada e muito importante!
Eu te amo e me espelho muito em você.
Obrigada por ser essa pessoa maravilhosa e obrigada por tudo que fez e faz por mim.

Com amor" 


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Let it go

Quando os planos dão errado, quando era pra você ir ao invés de ter ficado, quando você nem se arrumou pois não esperava nada além do que uma cerveja no bar...De vez em quando o universo nos proporciona agradáveis surpresas e uma noite pode se transformar naquela pontinha de emoção vivida a cada novo encontro.
A química explode, o desejo acontece, as descobertas instigam, a vontade surge... Mas a vida traiçoeira insiste em cobrar a rotina: uma escolha marcada pela distância. Como pode algo ser tão bom e ao mesmo tempo tão cruel? O eterno paradoxo entre ter mil pedras preciosas na mão e deixar de lado mil tesouros...
Então basta a mensagem de bom dia para que a barriga gele, basta o olhar das fotos para que mil histórias sejam imaginadas, basta um elogio para que todo o gelo derreta, e assim vai...Assim vai até o tempo se tornar escasso, as obrigações te tornarem cansada, a expectativa não ser correspondida. Por que nada dura sem presença, sem olho nos olho, sem o toque, sem as conversas ao pé do ouvido. E tudo que se cria quando está longe desmorona ante a não superação das expectativas.
Mas quem está errado? Não somos nós que depositamos no outro a função de nos satisfazer? Somos como um copo meio cheio esperando que alguém nos transborde de vida, de amor, de felicidade, esquecemos de que é nosso esse dever.
Ao outro devemos deixar livres para serem como são, as expectativas devemos moldá-las para que sejam apenas nossas, ao gostar devemos dar o tempo, para que amadureça, para que flua. O eterno fluir de todas as coisas, a eterna transição a qual somos impostos.
Aceitação e entendimento de que tudo caminha como deve, pois amor é sentimento que não deve ser forçado, nem planejado. Esperemos o tempo colocar as coisas no lugar, esperemos possuir a compreensão de que, como diz Rubem Alves... 
"Amar é ter um passarinho pousado no dedo"!

domingo, 16 de novembro de 2014

Without you... Is better

No fim de tarde pensei como as coisas poderiam ter sido diferentes. Como teria sido se você tivesse ficado? Ficado por inteira, não dividida, não mentindo, não enganando. Pensei em quanto tempo ficamos sem a verdade, sem risadas... O fato é que ficamos muito tempo embaixo da tempestade. Você nunca deixou ela passar, fez dela sua proteção. Se tornou a própria.
Fechou os olhos, preferiu acreditar em quem você nunca deveria ter deixado entrar. Você fez sua escolha. Você fez sua troca.

Não digo que não sinto, eu senti, eu chorei, eu me abri, eu não enganei. Mas sua resposta foi fria, insensível... Agora eu, sinceramente, não ligo. Não quero a tempestade do meu lado. Aprendi a lidar com a sua ausência, e quer saber... Tô muito bem assim.

sábado, 27 de setembro de 2014

Hurricane

As vezes o turbilhão é tão grande que você não se dá conta da propoção. Pessoas mudam, as mentiras contadas se tornam verdade, ele te inunda de cinzas e desespero.
E as vezes, por incrível que pareça, você não quer sair dele simplesmente, pois no meio da turbulência você encontra a verdade. 

Simples assim. Isso basta.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Things we do just to stay alive

As vezes o vazio é tão grande que tem o poder de estufar.
Você  está se afogando, espera uma mão amiga, alguma que chegue sem precisar pedir.
As risadas na sala incomodam, são risadas, mas você não quer fazer parte delas. O apartamento grande te esmaga com as paredes brancas, a luz doem os olhos.
Alguém pergunta se você se sente bem? Alguém realmente se importa com a resposta? Cada expectativa é quase sempre uma frustração, você sabe que não pode esperar, só que mesmo assim... Espera.
Até mesmo por que para quantas pessoas você já se abriu? Quem te conhece de verdade? Percebe que não são muitas, aliás... Não é ninguém.
As armaduras no peito são mais sólidas do que o esperado, por mais que você queira que elas saiam dali, as tentativas até agora foram em vão. Você vive em uma ilusão, uma grande ilusão!
Rostos te vem a memória, mas eles logo passam, sempre passam, ninguém nunca fica. Você não permitiu que ficassem, por medo... Medo dos julgamentos, dos passos errados, das perguntas que você não sabe responder.
Você quer afundar, no escuro, sozinha. Por incrível que pareça isso te faz bem. Então afunde, chegue até ficar escuro, se destroce por dentro se te faz bem.
Afinal só cabe a você retornar a superfície, e a mais ninguém, a reconstrução só cabe a você, o caminho é seu. Ser estranha na sua própria casa, no seu próprio corpo, no seu próprio eu.
Depois disso se encontre. Ninguém perceberá, sozinho estamos e assim nos encontramos.
Perceba, enfim, que a luz é melhor que a escuridão.. dia após dia.



sábado, 8 de março de 2014

Tirando do armário

Naquele dia chuvoso observou como a correnteza levava tudo, arrastando cada pedra do caminho. A rua antes suja e empoeirada estava agora limpa, pensou que talvez, seria bom aproveitar a inspiração do dia chuvoso para fazer uma faxina.
Abriu o guarda roupa... Olhou as caixas amontoadas no canto, as roupas que nem lhe serviam mais. Aquela camisa xadrez que comprou com o primeiro salário, usou poucas vezes, ainda estava novinha, pois na loja só tinha GG - mas a vontade de ter uma lhe falou mais alto, o fato de ficar grande era apenas um detalhe.
Olhou os jogos de tabuleiro que tanto alegraram os dias passados, a caixa de fitas cassete empoeiradas pelo tempo. A velha filmadora JVC , quantas memórias passaram por aquelas lentes... Os velhos cobertores flanelados, um azul e um vermelho. A blusa de tricô feita pela avó, que ainda servia, bendita ideia de a fazer uns bons números maior! A caixa de cartinhas, se arrependeu por ter queimado algumas.
Mas não sentiu vontade de arrumar nada disso. Sentiu que não era o guarda roupa que precisava de uma boa ordem, e sim ela.
Fez, então, questão de olhar o que precisava ser jogado fora. Naquele lixo que não pode ser reciclado colocou os pensamentos indesejados - que insistem em atrapalhar os sonhos mais bonitos e possíveis, os sentimentos ruins - mesmo sabendo que vez ou outra eles arranjam um jeitinho e sempre voltam, as palavras que foram ditas e machucaram, o medo- este guardou um pouquinho. As ilusões - essas provavelmente nunca serão verdades mesmo. Deu um nó bem forte... Fez também questão de juntar as paixõezinhas medíocres, mágoas passadas, lembranças tristes, aquela raiva de algo que passou. Não pensou duas vezes e disse adeus a tudo isso que pesava, fazendo do passado algo presente.
Fez questão de colocar a mostra todo o amor e gratidão, se sentiu tão mais leve! Pode ver que o hoje é o mais belo presente que tinha, e ele era bom!
A limpeza interna cansa, mas é boa de vez em quando, a preguiça e o comodismo nos enchem de pó, cobrem a verdade. Desejou mais dias como aquele, mais dias para limpar o que realmente está sujo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Burning

Olha só meu bem,
Não é que eu não me importe. 
Mas veja... Sempre gostei daquilo que é novo, do imprevisto. Posso me acomodar de tempos em tempos, mas sentimentalmente o calmo, o previsível, o estar, tem me incomodado. Na verdade nunca me contentaram.
Não é que eu não me apaixone.
Me apaixono sempre, todos os dias, e todas as vezes é a primeira vez, e também a última. Por coisas e pessoas, pois há espaço suficiente para isso dentro dentro de mim. É infinito enquanto dura, como diz o poeta. A vida assim é sempre incendiária, tem movimento; pode haver alguns danos de vez em quando. Mas esses excessos me fazem sentir que estou bem...Viva!
Não é que eu não ame.
Mas o amor é a chama mansa da fogueira que há tempos foi acessa, agora domesticada, que esquenta sem faíscas, uma ou outra de vez em quando. Ele é clamo, preguiçoso, controlado. É gostoso, mas veja bem... Não quero isso, não quero o morno enquanto ainda sentir vontade de pegar fogo. Por que estar pela metade, estar querendo outra coisa, é não estar. Metades não me agradam, muito menos as minhas.
Por enquanto convido para os meus sonhos quem eu quiser. O meu ainda é tão bom para eu querer que seja nosso.
Por isso me deixe queimar, aprender com as cicatrizes, cair e levantar sozinha. As dúvidas, o inesperado, as aventuras por enquanto me agradam. As certezas e a calmaria eu deixo pra mais tarde!