terça-feira, 26 de junho de 2012

Just watch it

Um turbilhão de pensamentos, ideias, sonhos, dúvidas, medos, alegrias, ansiedades, angústias… As vezes parece que o espaço em você não é suficiente para comportar tantas coisas ao mesmo tempo.
Pensamentos desconcentrados, misturados. Uma verdadeira bola de neve, cuja a tendência é crescer cada vez mais, e se você não tomar o devido cuidado ela pode, e certamente, te levará junto, rolando morro abaixo. O que .restará serão as cicatrizes dessa alucinante descida, na qual é impossível medir o tempo e a velocidade. Você sabe simplesmente que foi rápido, muito rápido.
No entanto, ao chegar ao chão você percebe que seus pés estão onde deveriam mesmo estar. É a oportunidade perfeita para o ligar modo “stand by”, no qual você pára, deixa a tempestade passar e, logo então, percebe que o sol volta a brilhar. Analisa o céu claro e azul que fica como um presente. Assim, alguns medos são deixados para trás. Apenas olha e vê que as frustrações de outrora já passaram e você sabe que elas sempre passarão, é só uma questão de tempo. Tanto zelos, preocupações e confusões não se fazem mais necessários, um pouco é sempre bom logicamente, porém tudo caminha de maneira calma e segue o rumo certo, essa é a naturalidade.
As dores das cicatrizes ainda incomodam por força do hábito, mas você tem a certeza de que essas, não sangrarão novamente

terça-feira, 19 de junho de 2012

Estamos vivos, e isso é tudo!

O mundo me pertence. Meu dia acaba somente quando eu permitir. E permito-me sempre que posso, sonhar e pensar mais um pouco. Porém quantidade não significa, necessariamente, qualidade.
É inevitável fugir da parcela de incertezas, decepções, e dissabores que cada dia tem a oferecer. Já que idealizar cada ação é tentar controlar a vida, e essa é como uma caixa de surpresas que não está, e nem passa perto de nossas mãos tão despreparadas para tamanha responsabilidade! O universo pode sim conspirar a nosso favor, entretanto ele nem sempre cede aos nossos mesquinhos e ínfimos desejos. Os atos não saem sempre como planejados. E muitas vezes, eles valem mais do que mil palavras. Quem nunca se lembrou de fatídicos e curtos momentos em que, se pudéssemos voltar teríamos feito e dito tudo diferente? Ou melhor, não teríamos pronunciado aquelas simples, porém amargas palavras que mudaram o desfecho de tudo? Daí meu amigo, as horas antes planejadas para serem extensas e sublimes, se tornam um pesado e angustiante fardo a ser carregado. Onde o fim delas soa como um alívio e antes de tudo uma redenção.
Mas permitindo me contradizer, o que é um breve momento para quem tem o infinito diante de si? A cada amanhecer somos testados e colocados a prova. Aí está a chave que abre as portas dos mais maravilhosos castelos. Estes, construídos e edificados por nós. Uma nova chance - quase uma dádiva - de fazer, ser, pensar e agir de uma nova forma. Mas cuidado… o “Nunca é tarde de mais” pode e certamente chegará em algum triste instante. Portanto, percebamos o quanto antes que sim, somos ricos e temos todas as infinitas e maravilhosas possibilidades de fazermos diferente. Falta algo com toda a certeza, mas sempre faltará quando se mira o inesgotável horizonte.
Feliz é aquele que sabe fazer uso da inteligência e do bom senso, discernindo atos, medindo palavras e atitudes. Não se permita jogar e levar as coxas a incrível e breve oportunidade de estar vivo, simplesmente. E também não deixe que o medo de navegar seja maior que a própria tempestade!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vivendo...E aprendendo!

Aprendi a partir do erro. Nem todos são dignos de confiança, alguns não estão nem aí para seus sentimentos, outros não levam em conta o passado e simplesmente te apagam da memória, como se você não passasse de um fino risco feito a grafite numa folha de papel amassada. Só que o erro não veio sozinho, nesse caso trouxe com ele uma caixinha de arrependimentos, culpa, tristezas. Essas  por confiar em quem não devia, por perceber que momentos bonitos foram, infelizmente, jogados ao vento devido ao orgulho daquele que não percebe a infantilidade e mesquinharia de tal sentimento. Mas construímos castelos em cima de coisas e pessoas, alguns permanecerão fortes por toda a vida, já outros, ante a mais pequena tempestade, cairá. E caiu.
Talvez se eu pensasse menos, se me importasse menos com aqueles a minha volta acharia tudo mais bonito e brilhante. Mas não, em cada olhar eu vejo meu reflexo, me recuso a esquecer quem passou por mim, seja por um simples momento, ou por anos inteiros. Recuso-me também a esbravejar aos quatro cantos as atitudes que não julgo corretas daqueles com que me decepcionei. Simplesmente sinto pena. E certamente tomo como exemplo para não fazer igual, pois no mínimo teria imensa vergonha. Mas a caixinha também traz consigo um bônus, este se chama “realidade” a partir daí, face a face com ela me permito absorver os ensinamentos que a vida oferece, o que me faz enxerga-la mais viva, nítida e colorida.
Mas como já é dito: ostra feliz não faz pérola.  Fazer dos maus momentos exemplos, para não repeti-los, e do pessimismo beleza. Quem sabe precisava apenas de um tapinha da realidade para transformar o erro em uma bela pérola que ficará como lembrança. E nesse caso, muito obrigada, não faço questão de ter outra.