Aprendi a partir do erro. Nem todos são dignos de confiança, alguns não
estão nem aí para seus sentimentos, outros não levam em conta o passado e
simplesmente te apagam da memória, como se você não passasse de um fino risco
feito a grafite numa folha de papel amassada. Só que o erro não veio sozinho,
nesse caso trouxe com ele uma caixinha de arrependimentos, culpa, tristezas.
Essas por confiar em quem não devia, por perceber que momentos bonitos foram,
infelizmente, jogados ao vento devido ao orgulho daquele que não percebe a
infantilidade e mesquinharia de tal sentimento. Mas construímos castelos em
cima de coisas e pessoas, alguns permanecerão fortes por toda a vida, já
outros, ante a mais pequena tempestade, cairá. E caiu.
Talvez se eu pensasse menos, se me importasse menos com aqueles a minha
volta acharia tudo mais bonito e brilhante. Mas não, em cada olhar eu vejo meu
reflexo, me recuso a esquecer quem passou por mim, seja por um simples momento,
ou por anos inteiros. Recuso-me também a esbravejar aos quatro cantos as
atitudes que não julgo corretas daqueles com que me decepcionei. Simplesmente
sinto pena. E certamente tomo como exemplo para não fazer igual, pois no mínimo
teria imensa vergonha. Mas a caixinha também traz consigo um bônus, este se
chama “realidade” a partir daí, face a face com ela me permito
absorver os ensinamentos que a vida oferece, o que me faz enxerga-la mais viva,
nítida e colorida.
Mas como já é dito: ostra feliz não faz pérola. Fazer dos maus
momentos exemplos, para não repeti-los, e do pessimismo beleza. Quem sabe
precisava apenas de um tapinha da realidade para transformar o erro em uma bela
pérola que ficará como lembrança. E nesse caso, muito obrigada, não faço
questão de ter outra.
Rubem Alves já dizia!
ResponderExcluirE a arte não vem da felicidades, poucas vezes
ela vem da tristeza, na maioria
adorei o que escreve! vc sempre surpreendendo. gosto muito
ResponderExcluirObrigada!!
ResponderExcluir